O que é a The Graph (GRT) e como ela facilita o acesso aos dados blockchain?

Você já tentou entender o que está acontecendo dentro de uma blockchain, mas se perdeu em um mar de números e códigos? A blockchain é poderosa, mas acessar seus dados de forma prática nem sempre é fácil – até agora…

…É aí que entra a The Graph, uma ferramenta revolucionária que está simplificando como desenvolvedores e usuários interagem com informações descentralizadas. Mas o que exatamente ela faz e por que está sendo chamada de “Google da blockchain”?

Vamos explorar juntos o que é a The Graph (GRT), como ela funciona e por que seu papel no ecossistema cripto é tão essencial. Se você quer entender como os dados da blockchain estão se tornando mais acessíveis, essa leitura vai te mostrar o caminho!

É aí que entra a The Graph, uma ferramenta revolucionária que está simplificando como desenvolvedores e usuários interagem com informações descentralizadas.

O que é a The Graph (GRT)?

A The Graph é um protocolo descentralizado lançado em 2018, projetado para indexar e organizar dados de blockchains como Ethereum, Polygon e outras. Seu token nativo, o GRT, é usado para recompensar participantes, pagar por serviços e governar a rede. Pense nela como uma biblioteca gigante que cataloga informações espalhadas pela blockchain, tornando-as fáceis de encontrar e usar.

Antes da The Graph, acessar dados como transações, saldos ou eventos de smart contracts exigia que desenvolvedores construíssem suas próprias soluções – um processo caro e demorado. Com o GRT, esses dados são indexados por uma rede global de nodes e disponibilizados por meio de APIs chamadas subgraphs. É como transformar um depósito bagunçado em um arquivo organizado.

A origem da ideia

A The Graph surgiu da necessidade de facilitar o desenvolvimento de aplicativos descentralizados (dApps). Seus fundadores, Yaniv Tal, Brandon Ramirez e Jannis Pohlmann, queriam acelerar a adoção do DeFi e outros projetos blockchain, oferecendo uma infraestrutura confiável para dados. Hoje, ela é usada por gigantes como Uniswap e Aave.

Como a The Graph funciona?

A mágica da The Graph está no seu sistema de indexação descentralizada. Vamos simplificar o processo para entender como ela facilita o acesso aos dados.

Subgraphs: o coração do sistema

Um subgraph é como um mapa personalizado que define quais dados de uma blockchain devem ser coletados e como organizá-los. Desenvolvedores criam esses subgraphs para suas necessidades específicas – por exemplo, rastrear todas as trocas no Uniswap. Uma vez criados, os nodes da rede The Graph (chamados indexers) processam e armazenam esses dados.

Depois disso, qualquer um pode consultar os subgraphs usando GraphQL, uma linguagem de consulta simples e amplamente adotada. Em vez de vasculhar a blockchain inteira, você faz uma pergunta direta e получает a resposta em segundos.

Um exemplo prático

Imagine que você quer saber o volume de negociações diárias em um protocolo DeFi. Sem a The Graph, seria preciso baixar todos os blocos da blockchain e analisá-los manualmente – um trabalho de horas ou dias. Com um subgraph da The Graph, basta uma consulta rápida para obter o número exato. É eficiência pura.

Por que a The Graph é essencial para a blockchain?

O ecossistema cripto depende de dados. Seja para alimentar dApps, monitorar mercados ou criar análises, acessar informações rapidamente é crucial. A The Graph resolve esse gargalo com uma abordagem que está mudando o jogo.

1. Acelerando o desenvolvimento DeFi

Projetos como Compound e Curve usam a The Graph para fornecer dados em tempo real aos usuários. Sem ela, esses protocolos teriam que construir seus próprios sistemas de indexação, atrasando lançamentos e aumentando custos. Com a GRT, o foco fica na inovação, não na infraestrutura.

2. Descentralização de ponta a ponta

Diferente de soluções centralizadas como Infura, a The Graph distribui a tarefa de indexação entre milhares de indexers ao redor do mundo. Isso evita pontos únicos de falha e mantém o espírito descentralizado da blockchain intacto.

3. Escalabilidade para o futuro

À medida que mais blockchains surgem, a demanda por dados cresce. A The Graph já suporta múltiplas redes além do Ethereum, como Solana e NEAR, mostrando que pode escalar junto com o ecossistema cripto.

O papel do token GRT na rede

O GRT é o combustível da The Graph. Ele desempenha funções específicas que mantêm o sistema rodando suavemente.

Recompensas e incentivos

Indexers ganham GRT ao processar dados, enquanto curadores (curators) usam o token para sinalizar quais subgraphs são mais úteis. Usuários pagam pequenas quantias em GRT para consultar os dados, criando um mercado onde a qualidade é recompensada.

Governança comunitária

Quem tem GRT pode votar em atualizações do protocolo ou alocação de recursos. Essa estrutura dá poder à comunidade, garantindo que a The Graph evolua de acordo com as necessidades dos usuários.

Em 2023, a rede processou mais de 100 bilhões de consultas, segundo dados oficiais, mostrando o quanto o GRT está sendo usado ativamente.

O que diferencia a The Graph?

A The Graph não é a única tentando organizar dados blockchain, mas alguns fatores a colocam à frente.

Adoção massiva

Mais de 40.000 subgraphs foram criados até 2024, atendendo a projetos de DeFi, NFTs e até DAOs. Essa adoção reflete a confiança na plataforma e sua utilidade prática.

Simplicidade para desenvolvedores

Com GraphQL e ferramentas como o Graph Explorer, a The Graph torna o acesso a dados intuitivo. Desenvolvedores não precisam ser gênios da blockchain para usá-la – basta saber o básico de consultas.

Resiliência descentralizada

Enquanto serviços centralizados podem falhar ou censurar dados, a rede distribuída da The Graph é mais resistente. Se um indexer cai, outro assume, mantendo tudo online.

Desafios que a The Graph enfrenta?

Mesmo com seu sucesso, a The Graph tem obstáculos a superar para manter sua posição.

Concorrência crescente

Projetos como Covalent e Dune Analytics também oferecem soluções de dados blockchain. A The Graph precisa continuar inovando para não perder mercado.

Complexidade para iniciantes

Embora seja simples para desenvolvedores experientes, o conceito de subgraphs e indexação pode assustar novatos. Simplificar a entrada de novos usuários será clave.

Volatilidade do GRT

Como toda criptomoeda, o preço do GRT oscila. Isso pode afetar os incentivos para indexers e a confiança dos investidores. Se você está se perguntando se a The Graph GRT vale a pena, esse é um ponto a ponderar.

Qual é o futuro da The Graph?

O crescimento da The Graph está atrelado à expansão do ecossistema cripto. À medida que mais dApps surgem e blockchains se multiplicam, a necessidade de dados acessíveis só aumenta. Planos para integrar IA e melhorar a eficiência dos subgraphs mostram que a equipe está mirando alto.

Números recentes indicam que o volume de consultas na rede dobrou em 2024, alcançando 200 bilhões. Se continuar assim, a The Graph pode se consolidar como a infraestrutura padrão para dados descentralizados.

Além do DeFi

E se a The Graph fosse usada para indexar dados de IoT ou redes sociais descentralizadas? Sua tecnologia é versátil o suficiente para explorar novos horizontes, ampliando seu impacto.

Por que prestar atenção na The Graph?

A The Graph é como o encanamento invisível que mantém o ecossistema cripto funcionando. Para desenvolvedores, ela é uma ferramenta indispensável; para investidores, uma aposta no futuro dos dados descentralizados. Seja qual for seu interesse, entender o GRT é um passo para acompanhar o que vem pela frente.Quer aprofundar mais sobre como a The Graph pode influenciar o mercado ou seus planos? O blog da Bity traz análises e dicas para te manter conectado a esse mundo em evolução. Fique por dentro com a gente!