Com 65 milhões de contas conectadas, o sistema impulsiona pagamentos, portabilidade de crédito e maior transparência para os consumidores.

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O Open Finance é um modelo de sistema financeiro aberto criado pelo Banco Central, que permite aos consumidores compartilhar informações sobre suas contas e produtos com diferentes instituições. Trata-se de uma evolução do Open Banking, expandindo o alcance do compartilhamento para investimentos, seguros, previdência, câmbio e até serviços de pagamento.
A principal vantagem é que o cliente tem controle total sobre seus dados, ele consegue decidir com quais instituições quer compartilhar informações e por quanto tempo. Esse consentimento é essencial e garante que o processo seja seguro, transparente e alinhado com a regulamentação do Banco Central.
O sistema ainda permite que consumidores realizem pagamentos, transferências e movimentações de contas por meio de diferentes plataformas. Isso inclui recursos como transferências inteligentes, Pix Automático, Pix por aproximação e agendamentos recorrentes. A expectativa é que, em breve, também seja possível fazer portabilidade de crédito de forma ágil e digital.
Resultados e números do Open Finance
Após cinco anos de operação, já conta com 65 milhões de contas conectadas e mais de 100 milhões de autorizações de compartilhamento de dados. Apenas em julho de 2025, foram realizados cerca de 4,5 milhões de pagamentos pelo sistema, totalizando aproximadamente R$1,2 bilhão.
Esse volume coloca o país como um dos líderes mundiais em sistemas financeiros abertos, mostrando que cada vez mais brasileiros estão aderindo à tecnologia para simplificar a gestão de suas finanças. De acordo com o Banco Central, os dados também indicam que uma parte significativa dos usuários está aproveitando o Open Finance para comparar produtos e buscar melhores condições em crédito, investimentos e seguros.
O crescimento do sistema reflete, ainda, o amadurecimento digital do setor financeiro no país. Hoje, grandes bancos, fintechs e empresas de pagamento estão integrados à plataforma, oferecendo produtos personalizados e mais competitivos. O número de consentimentos ativos evidencia que cerca de 1 em cada 3 brasileiros que possuem conta bancária já participou do compartilhamento de dados.
Benefícios para os consumidores
Entre os principais benefícios do Open Finance está o gerenciamento financeiro mais eficiente. O cliente consegue visualizar todas as informações de diferentes contas em um único lugar, facilitando o planejamento de gastos e investimentos. Além disso, ele pode comprovar renda de forma simplificada, inclusive para trabalhadores informais, ampliando o acesso a produtos de crédito que antes eram mais restritos.
Outra vantagem é a personalização das ofertas. Com base nos dados compartilhados, instituições podem oferecer seguros, planos de previdência, investimentos e até linhas de crédito sob medida. Por exemplo, um cliente pode transferir seus dados de um banco para contratar um consignado privado em outra instituição com condições mais competitivas, aproveitando taxas menores e prazos mais adequados ao seu orçamento.
Além disso, o Open Finance aumenta a conveniência na hora de realizar pagamentos e transferências. Recursos como Pix Automático e transferências inteligentes garantem rapidez e segurança, e a portabilidade de crédito promete agilizar a troca de contratos entre instituições, sem burocracia. O modelo, portanto, empodera o consumidor, dando mais liberdade e opções financeiras.
Desafios e perspectivas futuras
Apesar do crescimento expressivo, o Open Finance enfrenta desafios. A desconfiança em relação à segurança e privacidade dos dados ainda limita a adesão de alguns consumidores. Uma estratégia fundamental será o investimento em educação financeira, para que cada usuário compreenda os benefícios e riscos de compartilhar informações.
Outro ponto é a padronização das APIs e a interoperabilidade entre as instituições. Garantir que todas as plataformas funcionem de forma integrada é fundamental para que o sistema seja eficiente e seguro. A expectativa é que, nos próximos anos, novas funcionalidades sejam incorporadas, como portabilidade de crédito digitalizada e integração com serviços de pagamentos mais amplos.
O Banco Central continua liderando a agenda de inovação, buscando tornar o Open Finance cada vez mais completo e acessível. A expansão do sistema deve trazer oportunidades não apenas para os consumidores, mas também para bancos e fintechs, aumentando a competitividade e incentivando soluções financeiras mais criativas.

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